Faz-se tarde
Não foi. O que parecia que ia ser não foi. Dado que até agora não foi, nem isso nem nada, a pergunta que fica é se alguma vez vai ser. Isso ou qualquer coisa.
E não é já tardíssimo?
Não foi. O que parecia que ia ser não foi. Dado que até agora não foi, nem isso nem nada, a pergunta que fica é se alguma vez vai ser. Isso ou qualquer coisa.
E não é já tardíssimo?
Fica assim claro que o caos não é uma estratégia. Mais, o que de bom tem é perigoso. Adia o desenlace. Arrasta-o.
Sufoca-me pensar que só há isto. Mais nada. Que eu sou o único que não percebe os fins. Que isso me condena a que tudo se repita e que não há salvação. Que tudo o que o futuro reserva é obrigar-me outra e outra vez a contemplar a extensão da minha vergonha.
Falta-me o ar.
E então? É legítimo abrigarmo-nos no conforto das pequenas soluções abstraindo-nos de que a sua soma nunca equivale a uma grande?