Ar
14.12.2006
Sufoca-me pensar que só há isto. Mais nada. Que eu sou o único que não percebe os fins. Que isso me condena a que tudo se repita e que não há salvação. Que tudo o que o futuro reserva é obrigar-me outra e outra vez a contemplar a extensão da minha vergonha.
Falta-me o ar.
